Uma turminha do barulho aprontando altas confusões! Sim, Dungeoneers I de Marcio Fiorito, textos, desenhos e arte-final, traz esse clima de sessão da tarde da melhor qualidade MESMO! É realmente uma história muito divertida e dinâmica. Dungeoneers I Pequenos Começos é o início de uma série de fantasia medieval, espada & feitiçaria etc. com influências diretas dos RPGs, sobretudo o famoso Dungeons & Dragons, e no desenho animado do próprio D&D que, aqui no Brasil, ficou conhecido como Caverna do Dragão. E o que Marcio Fiorito traz de novo?
O “jeitinho brasileiro” no modo como os dungeoneers regulamentam a atividade de dungeoneer. Tá! Mas o que é um dungeoneer? Traduz pra mim!? Um dungeoneer é um explorador de masmorras, um rastejador de masmorras, em busca de tesouros em templos perdidos, lugares assombrados, tocas de dragões (dragons), masmorras (dungeons) propriamente ditas, cavernas e lugares apertados em geral que possam ter tesouros fabulosos protegidos por armadilhas e monstros. No mundo criado por Fiorito, eles são regulamentados e até precisam renovar periodicamente a licença de explorador de masmorras para atuarem.
A história começa com nossos 4 aventureiros, Brock, o guerreiro mandão, Kaycee, a ladina, Melkir, o mago que o Brock acha que é um posto Ipiranga, e Irmã Lyria, a clériga, tentando roubar o Orbe das Visões de um templo abandonado. Eles não conseguem, mas Kaycee encosta no Orbe e tem visões do futuro do grupo. Algum tempo depois, esse intrépido grupo é passado para trás por Clealand, o responsável pela administração da licença de exploradores, e são forçados a entregar o ídolo que eles tinham acabado de “conquistar” de uma mina habitada por goblins.
Sem dinheiro e tendo que pagar pela licença para continuarem atuando, o grupo recebe uma proposta de Corvas, um guerreiro velho que não se importa de contratar aventureiros sem licença. Corvas deseja a proteção do grupo para levar o corpo de sua esposa até um monastério e está disposto a pagar 300 moedas de ouro. Mas o que parecia ser uma simples escolta para um guerreiro veterano e o cadáver de uma mulher começa a ganhar contornos misteriosos quando um terrível sicário das sombras ataca o grupo.
Por que alguém conjuraria um terrível sicário das sobras para atacar um simples velho levando o cadáver de sua esposa para ser enterrado num monastério? Ir além daqui é dar spoilers. A história é muito interessante mesmo, mas o I da capa e o título Pequenos Começos revelam que é só o início de uma série e que a história maior está apenas começando.
Muito bem escrita, desenhos bons que passam a mensagem, mas a cor é aquela cor digital que deixa tudo com cara de tela printada de videogame de flash. Acho que o quadrinho teria ficado muito melhor preto e branco. Nem citarei os nomes dos coloristas de Dungeoneers, estão na capa junto com o do letrista, Manes. São poucos os coloristas digitais que se lembram de que tela de computador não é papel, alguns deles são Wagner de Souza (capa da primeira edição de São Paulo dos Mortos II), Marcel Bartholo (Canil) e Tebhata Spekman (Merry & Melody). Fiorito, chama um deles na próxima!
Dungeoneers I está a venda nas redes sociais de Marcio Fiorito e na loja do RPG Planet. R$35,00 mais o eventual frete. Destaque para a galeria de artistas convidados. Altamente recomendável até como primeira leitura de quadrinhos, fantasia medieval, espada & feitiçaria e aventuras em geral, pena que não tem fim. Agora, se você já leu e pegou todas as referências, você não passou no teste de percepção, mas no teste de velhice mesmo! Ha ha ha ha, cof, cof, cof!
Boas leituras e bons jogos!
Rodrigo Rosas Campos
P.S.: e aqui, as fichas dos quatro heróis para o sistema de RPG Mighth Blade que pode ser baixado de graça no site da Coisinha Verde. Procurar a Coisinha Verde nas redes sociais da editora. Se gostar e puder, a versão impressa e complementos estão disponíveis para a compra. Se precisar, clique nas imagens para ampliá-las!
domingo, 8 de junho de 2025
[Resenha] Dungeoneers I Pequenos Começos de Marcio Fiorito
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