quarta-feira, 15 de abril de 2026

[Resenha] Território Lovecraft de Matt Ruff


    O que é mais perigoso, monstros cósmicos e sobrenaturais ou o racismo? Se você for negro numa nação racista, a resposta é o racismo. Isso fica claro ao acompanharmos Montrose, Atticus, George e Letitia em situações onde eles, negros norte-americanos, lidam com o racismo e o sobrenatural em plenos anos 1950 nos EUA, o auge da segregação racial. Eles são odiados por nada pelo próprio país em que nasceram.

    Por motivos que os leitores mais experientes em terror, horror e ficção científica já sabem, esta é a releitura mais crítica, ácida e contundente da obra de H. P. Lovecraft, escrita por Matt Ruff e publicada originalmente nos EUA em 2016. Ela retrata a década de 1950 nos EUA, mas fora a ausência de Internet, redes sociais e celulares, muita coisa se parece com 2020, lamentavelmente. Mas vamos ao livro:

    Atticus é filho de Montrose e está voltando para casa depois de ter servido o exército dos EUA na guerra da Coreia. Ele e seu tio George são fãs de ficção científica e sabem que alguns de seus autores preferidos, sobretudo H. P. Lovecraft, eram racistas. Ser negro e fã de ficção científica é, muitas vezes, como levar facadas no coração.

    George é irmão de Montrose e tio paterno de Atticus. Além de fã de ficção científica, ele é dono de uma agência de viagens voltada ao público preto e editor do Guia de Viagem do Negro Precavido, um livro fictício que, ao contrário do Necronomicon, foi baseado em livros reais, infelizmente.

    Letitia é uma mulher que cresceu com Atticus na mesma vizinhança antes que a vida os separassem. Agora, ela também está de volta ao lar e trabalhando na agência de viagens de George.

    Montrose é um mecânico autodidata que também entende de eletroeletrônica. Irmão de George e pai de Atticus, ele é obcecado por árvores genealógicas e quer conhecer a família de sua falecida esposa, mãe de Atticus, para completar a árvore do filho. Sua falecida esposa era contra e preveniu Atticus para não embarcar na busca do pai.

    Mesmo sem apoio, Montrose parte para a busca que desencadeará a descoberta de segredos que não deveriam ser descobertos. Agora, Atticus, George e Letitia partem numa viagem perigosa para encontrar e resgatar Montrose. No caminho estão os brancos racistas e estranhos fenômenos que os marcarão para sempre.

    H. P. Lovecraft foi o primeiro autor que compartilhou seu universo em vida com seus amigos, permitindo que eles usassem cenários, personagens etc. O primeiro universo compartilhado de todos. As histórias eram de terror e horror, mas Lovecraft deu uma apimentada no gênero com a máxima “magia é ciência que não foi explicada.” e acrescentando os deuses cósmicos ancestrais.

    Assim como em muitas obras anteriores, Matt Ruff cria um mundo em que Lovecraft intuiu verdades em que ele próprio não acreditava e as escreveu como ficção. Não se preocupe, leitor(a), nenhuma leitura prévia é necessária, leia Território Lovecraft sem medo…; bom, na medida do possível, afinal, é horror cósmico.

    As referências a autores anteriores e contemporâneos a Lovecraft pipocam nas páginas pelas visões de George e Atticus. O livro não traz sumário ou índice, o autor, Matt Ruff, quer que os leitores o leiam na ordem, pois uma história maior se descortina a cada página e a melhor forma de acompanhá-la é o mais linearmente possível, posto que muito do passado precisa ser lembrado por forjar o presente.

    Uma bela leitura introdutória para amantes de terror conhecerem, pela ótica de Matt Ruff, um pouco da obra de Lovecraft, que, apesar de racista etc., escreveu um universo compartilhado de terríveis alienígenas que ameaçam toda a vida na Terra. Pena que muitos não entenderam que era só ficção e ele acabou virando o pai das teorias conspiratórias mais absurdas dos dias de hoje.

Boas leituras!

Rodrigo Rosas Campos



terça-feira, 14 de abril de 2026

Garimpando No Evento Cada Um No Seu Quadrinho 2026: Transistorizada Saindo do Armário de Luíza Lemos


    O mercado de quadrinhos no Brasil é muito fraco, sejamos honestos. Por esse motivo, os eventos de quadrinhos no Brasil, por menores que sejam, precisam ser estimulados e divulgados. São momentos em que leitores e criadores de quadrinhos (escritores e desenhistas) podem interagir sem intermediários. A série “Garimpando No Evento...” fala de quadrinhos que foram comprados diretamente com os criativos nos eventos. Uma vez me perguntaram como ficar sabendo desses eventos, simples: acompanhem e sigam seus autores e suas editoras preferidos nas redes sociais.

    A pedra garimpada de hoje é Transistorizada Saindo do Armário de Luíza Lemos, texto, desenhos, arte-final e cores. Foi garimpada no evento Cada Um No Seu Quadrinho 2026 no CCBB do Rio de Janeiro, ao preço de R$0,00 na compra de O Detetive da Calcinha Azul na promoção da autora, Luíza Lemos, para o evento. Então, sem mais delongas, vamos a história:

    Transistorizada Saindo do Armário é sobre a própria autora, de forma meio fantasiosa, mostra ela antes de sair do armário até a sua aceitação como mulher trans até os perrengues que passa no dia a dia por conta do preconceito. Situações que ela trata com muito bom humor, mas que não tem a menor graça.

    É um quadrinho sobre direitos civis, cidadania e respeito, no qual a autora explica de forma didática o que é uma pessoa transexual. Pena que parte da sociedade não está disposta a entender mesmo quando a explicação é desenhada. Deixem seus comentários com carinho, educação e respeito, pois eles serão lidos com carinho, educação e respeito.

    Prestigiem os pequenos eventos de quadrinhos nas suas respectivas cidades. Este garimpo tem periodicidade indefinida, mas, se você quer conhecer mais, na área de pesquisa deste blog, digite “garimpando” e clique no botão “pesquisar”. Assim, você verá tanto os outros garimpos de eventos como o “Garimpando em Gibiterias”.

    Boas leituras!

    Rodrigo Rosas Campos

segunda-feira, 13 de abril de 2026

Garimpando No Evento Cada Um No Seu Quadrinho 2026: O Detetive da Calcinha Azul Por Um Time de Peso dos Quadrinhos Brasileiros


+18

Qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência.

    O mercado de quadrinhos no Brasil é muito fraco, sejamos honestos. Por esse motivo, os eventos de quadrinhos no Brasil, por menores que sejam, precisam ser estimulados e divulgados. São momentos em que leitores e criadores de quadrinhos (escritores e desenhistas) podem interagir sem intermediários. A série “Garimpando No Evento...” fala de quadrinhos que foram comprados diretamente com os criativos nos eventos. Uma vez me perguntaram como ficar sabendo desses eventos, simples: acompanhem e sigam seus autores e suas editoras preferidos nas redes sociais.

    A pedra garimpada de hoje é O Detetive da Calcinha Azul, que é uma edição que reúne nomes de peso dos quadrinhos brasileiros numa única história em quadrinhos: Alberto Pessoa (desenhos e arte-final); Douglas Freitas (argumento e textos); Drigo Avelino (texto, desenhos e arte-final); Germana Viana (roteiro, desenhos e arte-final); Laudo Ferreira (texto, desenhos e arte-final); Yuri Andrei (texto, desenhos e arte-final); Caio Oliveira (ilustrações da guarda); Luíza Lemos (ilustrações da capa e da contracapa); e Fernando Barreto (arte da pinup). Foi garimpada no evento  Cada Um No Seu Quadrinho 2026 ao preço de R$45,00, publicado pela Tábula, lombada quadrada, miolo em preto e branco. Comprei com Luíza Lemos e ganhei um quadrinho de graça na promoção do evento. Mas vamos a história de O Detetive da Calcinha Azul:

    Lembrando que “Qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência.”: essa é a história de um cidadão de bem, pastor e agente público que, nas horas vagas, se disfarça com uma peruca loira, uma camisetinha, batom e uma calcinha azul para investigar a terrível organização devassa chamada Octopintos.

    O Detetive da Calcinha Azul é uma paródia do vigilante fantasiado que não é baseada em fatos. Imagina se isso aconteceria de fato. Se um cidadão de bem teria de fato uma foto espalhada por aí usando uma peruca loira e uma calcinha azul, isso no Brasil? Nunca! A história tem muito bom humor como toda paródia deve ter. Altamente indicada para aqueles que gostam de rir com senso crítico ligado.

    Deixem seus comentários com bons argumentos e educação, por favor! Prestigiem os pequenos eventos de quadrinhos nas suas respectivas cidades. Este garimpo tem periodicidade indefinida, mas, se você quer conhecer mais, na área de pesquisa deste blog, digite “garimpando” e clique no botão “pesquisar”. Assim, você verá tanto os outros garimpos de eventos como o “Garimpando em Gibiterias”.

    Boas leituras!

    Rodrigo Rosas Campos

domingo, 12 de abril de 2026

Garimpando No Evento Cada Um No Seu Quadrinho 2026: Visita de Leo Finocchi

    O mercado de quadrinhos no Brasil é muito fraco, sejamos honestos. Por esse motivo, os eventos de quadrinhos no Brasil, por menores que sejam, precisam ser estimulados e divulgados. São momentos em que leitores e criadores de quadrinhos (escritores e desenhistas) podem interagir sem intermediários. A série “Garimpando No Evento...” fala de quadrinhos que foram comprados diretamente com os criativos nos eventos. Uma vez me perguntaram como ficar sabendo desses eventos, simples: acompanhem e sigam seus autores e suas editoras preferidos nas redes sociais. A pedra garimpada de hoje é Visita de Leo Finocchi, texto, desenhos e arte-final, foi garimpada no evento Cada Um No Seu Quadrinho de 2026 no CCBB, ao preço de R$ 20,00. Publicada pela Balão Editorial, lombada canoa e miolo preto e branco.

    Anos 1990, Marcelo vai visitar os tios no Rio de Janeiro. Ele não ia para a cidade maravilhosa desde a morte de sua avó. Agora, ele precisa ficar hospedado na casa dos tios para prestar vestibular de arquitetura numa faculdade pública. Ao chegar, descobre que sua priminha criança, Vanessa, alega ver o fantasma da cachorra Sapeca.

    Além da suposta assombração canina, tio, tia, priminha e até uma tia-avó querem sua atenção, mas Marcelo precisa estudar e acordar cedo para a prova do vestibular. Mas será que fantasmas existem? Será a cachorrinha Sapeca a única fantasma do lugar? Será que Marcelo conseguirá estudar e fazer as provas com tanta coisa e tanta gente pedindo sua atenção? Ir além daqui é dar spoilers. A história é muito curta e o desfecho é realmente surpreendente.

    Prestigiem os pequenos eventos de quadrinhos nas suas respectivas cidades. Este garimpo tem periodicidade indefinida, mas, se você quer conhecer mais, na área de pesquisa deste blog, digite “garimpando” e clique no botão “pesquisar”. Assim, você verá tanto os outros garimpos de eventos como o “Garimpando em Gibiterias”.

    Boas leituras e, se puder, bons sonhos, hahahahaha!

    Rodrigo Rosas Campos

sábado, 11 de abril de 2026

Garimpando No Evento Cada Um No Seu Quadrinho 2026: Limiar de Caroline Favret, Pedro Balduino e Renan Lino


    O mercado de quadrinhos no Brasil é muito fraco, sejamos honestos. Por esse motivo, os eventos de quadrinhos no Brasil, por menores que sejam, precisam ser estimulados e divulgados. São momentos em que leitores e criadores de quadrinhos (escritores e desenhistas) podem interagir sem intermediários. A série “Garimpando No Evento...” fala de quadrinhos que foram comprados diretamente com os criativos nos eventos. Uma vez me perguntaram como ficar sabendo desses eventos, simples: acompanhem e sigam seus autores e suas editoras preferidos nas redes sociais.

    A pedra garimpada de hoje é Limiar de Caroline Favret, texto, Pedro Balduino, desenhos e arte-final, e Renan Lino, cores, foi garimpada no evento Cada Um No Seu Quadrinho 2026 no CCBB do Rio de Janeiro ao preço de R$35,00. Publicada pela Zapata Edições em parceria com a editora Visceral, lombada canoa, miolo em cores. Vamos ao quadrinho:

    Limiar é um poema gráfico difícil de ser descrito ou resumido, pois é curto. Vemos uma menina passeando na companhia de seus pais. Quando seu sorvete cai no chão, ela vê algo esquisito e familiar ao mesmo tempo. Nisso, ela se perde de seus pais e se vê as voltas com um ser estranho e mágico.

    É difícil falar de uma história curta sem entregar seu final, ainda mais quando a história é um tocante poema gráfico sobre a vida e seus desdobramentos naturais ou não. Limiar é uma história em quadrinhos bela, singela e contemplativa, feita para refletirmos a medida em que a história se desenrola por nossos olhos. Vale cada centavo! Um ótimo presente para quem gosta de quadrinhos e para quem gosta de poemas.

    Prestigiem os pequenos eventos de quadrinhos nas suas respectivas cidades. Este garimpo tem periodicidade indefinida, mas, se você quer conhecer mais, na área de pesquisa deste blog, digite “garimpando” e clique no botão “pesquisar”. Assim, você verá tanto os outros garimpos de eventos como o “Garimpando em Gibiterias”.

    Boas leituras!

    Rodrigo Rosas Campos


sexta-feira, 10 de abril de 2026

Garimpando No Evento Cada Um No Seu Quadrinho 2026: Boy Dodói, Histórias Reais e Ilustradas Sobre Masculinidade Tóxica por Várias Autoras


+18!

    O mercado de quadrinhos no Brasil é muito fraco, sejamos honestos. Por esse motivo, os eventos de quadrinhos no Brasil, por menores que sejam, precisam ser estimulados e divulgados. São momentos em que leitores e criadores de quadrinhos (escritores e desenhistas) podem interagir sem intermediários. A série “Garimpando No Evento...” fala de quadrinhos que foram comprados diretamente com os criativos nos eventos. Uma vez me perguntaram como ficar sabendo desses eventos, simples: acompanhem e sigam seus autores e suas editoras preferidos nas redes sociais.

    A pedra garimpada de hoje é uma coletânea com várias histórias organizada por Bebel Abreu, Carol Ito e Helô D´Angelo e publicada pela Bebel Books. Comentarei essa coletânea como um todo, comentar história por história dependerá da quantidade de pedidos nos comentários, uma vez que a maioria não lê as sinopses e opiniões sobre cada conto em separado:

    Boy Dodói, Histórias Reais e Ilustradas Sobre Masculinidade Tóxica tem várias autoras, escritoras e desenhistas, que se baseiam em relatos reais de mulheres. Foi garimpada no evento Cada Um No Seu Quadrinho 2026 no CCBB do Rio de Janeiro. Comprando diretamente com Carol Ito, eu levei dois livros e esqueci de anotar os preços de cada edição, logo, no evento e com o outro quadrinho, pra mim, saiu a R$ 69,50. Boy Dodói na Amazon sai por R$ 70,67 (mais eventual frete). Mas vamos aos quadrinhos:

    O tema é claro: homens que se sentem possuidores de mulheres e mulheres que conseguiram se livrar desses homens. É um manual de como as mulheres podem se libertar e de como um homem não deve agir diante de sua parceira. Ciúmes, inseguranças, sentimento de posse, crise nos papéis sociais de gênero, hábitos ruins aprendidos por uma sociedade que tacitamente oprime a mulher, ou seja, patriarcal, tudo isso é abordado no livro.

    Se você é mulher e se vir em alguma dessas situações, procure ajuda. Se você é homem e alguma dessas carapuças servirem, procure ajuda e terapia para não repetir esses ciclos viciosos. Boy Dodói não fala apenas de homens específicos, uma vez que estes homens específicos são resultados de séculos de história em que as mulheres foram injustamente subjugadas e, como sociedade, precisamos reconhecer e respeitar os direitos das mulheres. Negar que elas foram historicamente minorizadas é o mesmo que negar que a Terra é redonda e gira em torno do Sol.

    O livro é excelente, todas as histórias se equivalem em termos da qualidade gráfica, narrativa e técnica de suas realizadoras, gostar mais de uma das histórias demonstra apenas um gosto pessoal, todas cumprem a função. Cada história é creditada em texto e arte, mas também há o nome da mulher que deu seu depoimento para o livro, uma resolveu ficar anônima, mas vocês entenderam.

    E a melhor parte é que, apesar de alguns desenhos serem fofos, isso não é um livro de humor, é um livro de relatos de situações desagradáveis do cotidiano e, algumas das desenhistas usam traços fofinhos não como eufemismos, mas como dissonâncias cognitivas para deixar bem claro os comportamentos masculinos de que as mulheres não gostam. Nada é transformado em piada aqui!

    Nos extras temos as biografias e bibliografias das autoras (de praxe), e destaque para o prefácio das organizadoras, Bebel Abreu, Carol Ito e Helô D´Angelo e um posfácio de Gregório Duvivier. Deixem seus comentários com carinho, respeito e educação pois eles serão lidos com carinho, educação e respeito. Prestigiem os pequenos eventos de quadrinhos nas suas respectivas cidades. Este garimpo tem periodicidade indefinida, mas, se você quer conhecer mais, na área de pesquisa deste blog, digite “garimpando” e clique no botão “pesquisar”. Assim, você verá tanto os outros garimpos de eventos como o “Garimpando em Gibiterias”.

    Boas leituras!

    Rodrigo Rosas Campos


quinta-feira, 9 de abril de 2026

Garimpando No Evento Cada Um No Seu Quadrinho 2026: Siriricas Tristes & Outras (In)Felicidades de Carol Ito

 +18!

    O mercado de quadrinhos no Brasil é muito fraco, sejamos honestos. Por esse motivo, os eventos de quadrinhos no Brasil, por menores que sejam, precisam ser estimulados e divulgados. São momentos em que leitores e criadores de quadrinhos (escritores e desenhistas) podem interagir sem intermediários. A série “Garimpando No Evento...” fala de quadrinhos que foram comprados diretamente com os criativos nos eventos. Uma vez me perguntaram como ficar sabendo desses eventos, simples: acompanhem e sigam seus autores e suas editoras preferidos nas redes sociais.

    A pedra garimpada de hoje é Siriricas Tristes & Outras (In)Felicidades de Carol Ito, publicada pela Veneta. Foi garimpada no evento Cada Um No Seu Quadrinho de 2026 no CCBB. Comprando diretamente com Carol Ito, levei dois livros e esqueci de anotar os preços de cada edição, logo, no evento e com o outro quadrinho, Siriricas Tristes saiu, para mim, a R$69,50. Na loja virtual da autora (dê uma busca no Google) sai a R$74,90 (mais eventual frete). Mas vamos ao quadrinho:

    Siriricas Tristes & Outras (In)Felicidades é um livro de tiras que tratam dos dilemas afetivos de uma jovem mulher no mundo de hoje onde as redes sociais são tóxicas e os relacionamentos são instáveis e, muitas vezes, descartáveis e fugazes. As tiras do livro passaram pela pandemia de COVID 19 e também tratam de gordofobia, machismo entre outras dificuldades das mulheres em nossa sociedade.

    Apesar dos temas sérios, Siriricas Tristes e Outras (In)Felicidades consegue extrair bom humor e muitas risadas de tudo isso! Na realidade brasileira, os quadrinhos de Carol Ito lembram os de Maitena na mesma qualidade, mas com o estilo todo próprio e único de Carol Ito. Destaques para as tiras das páginas 34, 36, 38, 54 e 68, bem como a sequência inicial da página 9 até a 21, a sequência que dá nome ao livro e a parte da pandemia de COVID 19.

    Prestigiem os pequenos eventos de quadrinhos nas suas respectivas cidades. Este garimpo tem periodicidade indefinida, mas, se você quer conhecer mais, na área de pesquisa deste blog, digite “garimpando” e clique no botão “pesquisar”. Assim, você verá tanto os outros garimpos de eventos como o “Garimpando em Gibiterias”.

    Boas leituras!

    Rodrigo Rosas Campos


[Resenha] Território Lovecraft de Matt Ruff

    O que é mais perigoso, monstros cósmicos e sobrenaturais ou o racismo? Se você for negro numa nação racista, a resposta é o racismo. Iss...