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Rodrigo Rosas Campos
Boas leituras!
Rodrigo Rosas Campos
Qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência.
O mercado de quadrinhos no Brasil é muito fraco, sejamos honestos. Por esse motivo, os eventos de quadrinhos no Brasil, por menores que sejam, precisam ser estimulados e divulgados. São momentos em que leitores e criadores de quadrinhos (escritores e desenhistas) podem interagir sem intermediários. A série “Garimpando No Evento...” fala de quadrinhos que foram comprados diretamente com os criativos nos eventos. Uma vez me perguntaram como ficar sabendo desses eventos, simples: acompanhem e sigam seus autores e suas editoras preferidos nas redes sociais.
A pedra garimpada de hoje é O Detetive da Calcinha Azul, que é uma edição que reúne nomes de peso dos quadrinhos brasileiros numa única história em quadrinhos: Alberto Pessoa (desenhos e arte-final); Douglas Freitas (argumento e textos); Drigo Avelino (texto, desenhos e arte-final); Germana Viana (roteiro, desenhos e arte-final); Laudo Ferreira (texto, desenhos e arte-final); Yuri Andrei (texto, desenhos e arte-final); Caio Oliveira (ilustrações da guarda); Luíza Lemos (ilustrações da capa e da contracapa); e Fernando Barreto (arte da pinup). Foi garimpada no evento Cada Um No Seu Quadrinho 2026 ao preço de R$45,00, publicado pela Tábula, lombada quadrada, miolo em preto e branco. Comprei com Luíza Lemos e ganhei um quadrinho de graça na promoção do evento. Mas vamos a história de O Detetive da Calcinha Azul:
Lembrando que “Qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência.”: essa é a história de um cidadão de bem, pastor e agente público que, nas horas vagas, se disfarça com uma peruca loira, uma camisetinha, batom e uma calcinha azul para investigar a terrível organização devassa chamada Octopintos.
O Detetive da Calcinha Azul é uma paródia do vigilante fantasiado que não é baseada em fatos. Imagina se isso aconteceria de fato. Se um cidadão de bem teria de fato uma foto espalhada por aí usando uma peruca loira e uma calcinha azul, isso no Brasil? Nunca! A história tem muito bom humor como toda paródia deve ter. Altamente indicada para aqueles que gostam de rir com senso crítico ligado.
Deixem seus comentários com bons argumentos e educação, por favor! Prestigiem os pequenos eventos de quadrinhos nas suas respectivas cidades. Este garimpo tem periodicidade indefinida, mas, se você quer conhecer mais, na área de pesquisa deste blog, digite “garimpando” e clique no botão “pesquisar”. Assim, você verá tanto os outros garimpos de eventos como o “Garimpando em Gibiterias”.
Boas leituras!
Rodrigo Rosas Campos
Rodrigo Rosas Campos
Rodrigo Rosas Campos
O mercado de quadrinhos no Brasil é muito fraco, sejamos honestos. Por esse motivo, os eventos de quadrinhos no Brasil, por menores que sejam, precisam ser estimulados e divulgados. São momentos em que leitores e criadores de quadrinhos (escritores e desenhistas) podem interagir sem intermediários. A série “Garimpando No Evento...” fala de quadrinhos que foram comprados diretamente com os criativos nos eventos. Uma vez me perguntaram como ficar sabendo desses eventos, simples: acompanhem e sigam seus autores e suas editoras preferidos nas redes sociais.
A pedra garimpada de hoje é uma coletânea com várias histórias organizada por Bebel Abreu, Carol Ito e Helô D´Angelo e publicada pela Bebel Books. Comentarei essa coletânea como um todo, comentar história por história dependerá da quantidade de pedidos nos comentários, uma vez que a maioria não lê as sinopses e opiniões sobre cada conto em separado:
Boy Dodói, Histórias Reais e Ilustradas Sobre Masculinidade Tóxica tem várias autoras, escritoras e desenhistas, que se baseiam em relatos reais de mulheres. Foi garimpada no evento Cada Um No Seu Quadrinho 2026 no CCBB do Rio de Janeiro. Comprando diretamente com Carol Ito, eu levei dois livros e esqueci de anotar os preços de cada edição, logo, no evento e com o outro quadrinho, pra mim, saiu a R$ 69,50. Boy Dodói na Amazon sai por R$ 70,67 (mais eventual frete). Mas vamos aos quadrinhos:
O tema é claro: homens que se sentem possuidores de mulheres e mulheres que conseguiram se livrar desses homens. É um manual de como as mulheres podem se libertar e de como um homem não deve agir diante de sua parceira. Ciúmes, inseguranças, sentimento de posse, crise nos papéis sociais de gênero, hábitos ruins aprendidos por uma sociedade que tacitamente oprime a mulher, ou seja, patriarcal, tudo isso é abordado no livro.
Se você é mulher e se vir em alguma dessas situações, procure ajuda. Se você é homem e alguma dessas carapuças servirem, procure ajuda e terapia para não repetir esses ciclos viciosos. Boy Dodói não fala apenas de homens específicos, uma vez que estes homens específicos são resultados de séculos de história em que as mulheres foram injustamente subjugadas e, como sociedade, precisamos reconhecer e respeitar os direitos das mulheres. Negar que elas foram historicamente minorizadas é o mesmo que negar que a Terra é redonda e gira em torno do Sol.
O livro é excelente, todas as histórias se equivalem em termos da qualidade gráfica, narrativa e técnica de suas realizadoras, gostar mais de uma das histórias demonstra apenas um gosto pessoal, todas cumprem a função. Cada história é creditada em texto e arte, mas também há o nome da mulher que deu seu depoimento para o livro, uma resolveu ficar anônima, mas vocês entenderam.
E a melhor parte é que, apesar de alguns desenhos serem fofos, isso não é um livro de humor, é um livro de relatos de situações desagradáveis do cotidiano e, algumas das desenhistas usam traços fofinhos não como eufemismos, mas como dissonâncias cognitivas para deixar bem claro os comportamentos masculinos de que as mulheres não gostam. Nada é transformado em piada aqui!
Nos extras temos as biografias e bibliografias das autoras (de praxe), e destaque para o prefácio das organizadoras, Bebel Abreu, Carol Ito e Helô D´Angelo e um posfácio de Gregório Duvivier. Deixem seus comentários com carinho, respeito e educação pois eles serão lidos com carinho, educação e respeito. Prestigiem os pequenos eventos de quadrinhos nas suas respectivas cidades. Este garimpo tem periodicidade indefinida, mas, se você quer conhecer mais, na área de pesquisa deste blog, digite “garimpando” e clique no botão “pesquisar”. Assim, você verá tanto os outros garimpos de eventos como o “Garimpando em Gibiterias”.
Boas leituras!
Rodrigo Rosas Campos
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