sábado, 30 de maio de 2026

[Resenha] Usagi Yojimbo Livro 7: A História de Gen de Stan Sakai


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    Usagi Yojimbo Livro 7: A História de Gen de Stan Sakai, chega pela editora Hyperion Comics em formato original americano, miolo preto e branco, capa cartão, a R$ 74,90 (mais eventual frete e menos eventuais descontos). Bom, o coelho samurai dispensa apresentações, mas caso você ainda não o conheça, ele é criação do norte-americano descendente de japoneses, Stan Sakai, para homenagear a cultura de seus antepassados nos EUA. O traço realmente lembra o de mangá, mas a leitura é no sentido ocidental.

    Como em todas as edições anteriores, todas as histórias são fechadas. Mesmo quando personagens retornam de histórias anteriores, o(a) leitor(a) não precisa de conhecimento prévio para entender nenhuma história, uma aula de respeito para com o público. No volume 7, temos, na ordem das histórias: Kitsume, Gaki, Ritual Interrompido, O Novelo Emaranhado, Gen (A História de Gen), O Retorno de Kitsume e A Última História de Ino.

    Kitsume é uma artista de rua que faz acrobacias com piões, leques, adagas e espadas, mas também é uma ladra que baterá a carteira de Usagi e o meterá em uma bela enrascada. Gaki é uma memória da infância e do treinamento de Usagi. Ritual Interrompido é sobre o fantasma de um samurai do mesmo clã de Usagi que teve seu ritual de seppuku interrompido e não consegue descansar em paz. Em O Novelo Emaranhado, Usagi encontra uma fantasma cujos poderes incluem soltar fios de teia em que quanto mais Usagi tenta escapar, mais emaranhado ele fica.

    Gen (ou A História de Gen) narra toda a vida do rinoceronte picareta caçador de recompensas a partir do momento em que ele e Usagi encontram a antiga senhora do pai de Gen, um general samurai. A antiga nobre se encontra em petição de miséria. A coisa se complica quando a anciã e seu mais fiel servo descobrem que o traidor de seu clã subiu na vida e é a maior autoridade daquela aldeia.

    Em O Retorno de Kitsume, a nossa simpática ladra rouba uma carta sobre uma conspiração. Ela encontra Usagi e Gen e o rinoceronte apatetado se apaixona por ela e entra na confusão mesmo sem ter nada a lucrar com isso. Por fim, temos A Última História de Ino, Usagi e Gen são emboscados por bandoleiros, mas conseguem vencê-los com um subterfúgio. Na busca por abrigo encontram uma cabana que julgam estar abandonada, mas lá dentro encontram uma mulher cuidando de seu marido que fora atingido por uma flecha dos mesmos bandidos que os atacaram. Para a surpresa de ambos, o enfermo marido da mulher é Ino. Agora Usagi e Gen usam seus conhecimentos de medicina de guerra para salvar o velho conhecido.

    Usagi Yojimbo é uma influência para todos os quadrinhos estadunidenses que vieram depois dele. Uma série verdadeiramente indicada para todas as idades, com muito bom humor e com várias camadas de compreensão e entendimento, para crianças de 12 a 120 anos (ou até bem mais). É simplesmente impecável! Vale VERDADEIRAMENTE cada centavo!

    Boas leituras e até breve!

    Rodrigo Rosas Campos



sexta-feira, 29 de maio de 2026

[Resenha] Não Se Assuste, Isso é Coisa de Mulher: Terror Escrito e Desenhado por Mulheres Com Organização e Edição de Eliane Bonadio


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    O terceiro volume da série Isso É Coisa de Mulher Comics foi lançado em 2024 e traz quadrinhos de terror elaborados por Bianca Mól (texto e desenhos), Eliane Bonadio (texto), Fabiana Signorini (desenhos), Flávia Gasi (texto), Larissa Palmieri (texto), Lorena Valquíria (texto), Luiza Lemos (texto e desenhos), Má Matiazi (texto e desenhos), Mari Santtos (desenhos), Marília Aguiar (desenhos), Renata CB Lzz (texto e desenhos), Roberta Cirne (desenhos), Tati Tatsch (desenhos) e Tina Curtis (texto). Nessa coletânea há a inversão dos papéis mais tradicionais, elas são as monstras e eles as vítimas indefesas.

    Toda vez que comento uma antologia conto a conto, ninguém liga, logo, falarei da edição como um todo marcando elementos das histórias que mais gostei e suas autoras. Mas fica o aviso: todas as histórias são igualmente incríveis e excelentes e preferir umas a outras demonstra apenas gosto pessoal. Outro aviso é que: da série Isso é Coisa de Mulher, Não Se Assuste… foi disparada a melhor das 3.
 
    As mais impactantes foram justamente as mais realistas: Lar Amargo Lar de Larissa Palmieri e Mari Santtos; Pack do Pezinho de Má Matiazi; e Noite de Festa de Eliane Bonadio e Marília Aguiar. São histórias curtas o suficiente para eu não conseguir resumir sem spoilers, mas são as mais impactantes e não envolvem sobrenatural.

    Bianca Mól criou uma aventura memorável da Loira do Banheiro. Sob o Sangue Derramado é a melhor história envolvendo sobrenatural, é de Flávia Gasi e Tati Tatsch. E claro, nenhuma antologia de terror é completa sem uma história de vampiras, Cartão Vermelho, e uma versão de Frankenstein, no caso, uma versão feminina, a Lady Galatea.

    Tenho que mencionar nominalmente Luíza Lemos, que, ao longo das 3 edições da série, mostrou uma qualidade rara entre desenhistas de quadrinhos: ela muda o traço de acordo com o que o texto da história pede, entregando ao texto exatamente o traço que mais combina com a proposta de cada história. Isso é raro e tem que ser valorizado. A edição está a R$45,00 (mais eventual frete) diretamente com as autoras em suas lojas virtuais ou redes sociais, formato franco belga, capa cartão, lombada quadrada com orelhas e miolo em preto e branco. É terror da melhor qualidade. Boas leituras e, se puderem, bons sonhos! Hahahahaha!

Rodrigo Rosas Campos



quinta-feira, 28 de maio de 2026

[Resenha] Não Tema, Isso é Coisa de Mulher: Super-heroínas Escritas e Desenhadas por Mulheres Em Uma Edição Organizada por Eliane Bonadio

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    O segundo volume da série Isso É Coisa de Mulher Comics é de 2022 e traz quadrinhos de super-heroínas elaborados por Bianca Mól (texto e desenhos), Eliane Bonadio (texto), Fabiana Signorini (texto e desenhos), Flávia Gasi (texto), Lídia Zanella (texto e desenhos), Luíza Lemos (texto e desenhos), Mari Santtos (desenhos), Renata CB Lzz (texto e desenhos) e Roberta Cirne (texto e desenhos).

    Não vou comentar história por história porque sei que a maioria não lê quando faço isso em antologias de várias autoras (ou autores), mas vamos a um apanhado geral e eventuais destaques. Mãe Maravilha, Mulher Múltipla, Satara, a Fera, Blindada, Lobimoça de Beiramato, Grafena e Spectra são oito novas super-heroínas, cada uma apresentada em sua respectiva história.

    Ao contrário da maioria das super-heroínas tradicionais, elas foram criadas por mulheres e da perspectiva de mulheres, logo seus super-poderes vão além do fantástico ou acabam sendo metáforas e eufemismos (ninguém cria carapaças de forma literal) para habilidades reais que mulheres precisam desenvolver para lidar com as cobranças cotidianas da nossa sociedade patriarcal. Neste sentido, Blindada e Grafena criam carapaças para sofrimentos comuns a muitas mulheres em duas abordagens e circunstâncias diferentes.

    Os super-poderes podem não ser os maiores ou melhores poderes dessas mulheres: a Mulher Múltipla conta com uma rede de apoio que é mais importante que o seu super poder de se multiplicar; a  Lobimoça é, acima de tudo, uma líder comunitária em Beiramato, seus poderes sobrenaturais de mulher lobo não são os mais importantes, embora sejam poéticos. A Fera é uma força que pode brotar em mulheres diferentes em situações diferentes.

    Com relação às outras heroínas de que não falei mais especificamente, não conseguiria resumir suas já curtas histórias sem dar spoilers. Todas as histórias são muito boas, por gosto pessoal, minhas preferidas foram a Mulher Múltipla de Luíza Lemos, Satara de Flávia Gasi e Mari Santtos, Lobimoça de Fabiana Signorini e a Spectra de Roberta Cirne, que achei a mais ousada.

    Não Tema, Isso é Coisa de Mulher tem o preço de R$45,00 (mais eventual frete), formato franco-belga, miolo em preto e branco, capa cartão com orelhas, lombada quadrada e pode ser adquirido com as autoras em suas lojas virtuais ou redes sociais. Por ser de 2022, encontrei também em algumas livrarias virtuais. Boas leituras!

Rodrigo Rosas Campos



quarta-feira, 27 de maio de 2026

[Resenha] Não Ligue, Isso é Coisa de Mulher, Organizado por Eliane Bonadio

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    Não Ligue, Isso é Coisa de Mulher é uma edição organizada e co-escrita por Eliane Bonadio. As histórias em quadrinhos foram elaboradas por Bianca Mól (texto e desenhos), Eliane Bonadio (texto), Fabiana Signorini (desenhos), Flávia Gasi (texto), Lídia Zanella (texto e desenhos), Luíza Lemos (texto e desenhos), Mari Santtos (texto e desenhos), Nanda Alvez (desenhos), Renata CB Lzz (texto e desenhos) e Roberta Cirne (texto e desenhos).

    Lançada em 2021, a edição traz histórias em quadrinhos sobre as relações de homens e mulheres de uma perspectiva trocada, uma inversão de papéis onde elas assumem os papéis de poder. Imagine um mundo onde os homens são objetificados pelas mulheres e onde a palavra dos homens é sempre contestada. Onde elas assediam e eles sofrem assédios. Esta é a tônica de Não Ligue, Isso é Coisa de Mulher. Nessas histórias, os homens sofrem as humilhações que elas sofrem no cotidiano tendo em vista o machismo estrutural. É uma inversão de papéis que visa despertar a reflexão, a empatia e, quem sabe, a mudança de atitude de homens que, muitas vezes, nem sequer se percebem machistas.

    Se houver muitos pedidos nos comentários comento conto a conto, mas tendo em vista que quase ninguém lê quando eu faço isso abordei outros aspectos gerais do volume. Nos contos mais específicos vemos a dupla jornada de trabalho, assédio moral e sexual no trabalho, a desvalorização dos papéis de cuidado e do trabalho doméstico, o descredenciamento da palavra e das opiniões e a objetificação dos corpos, mas sempre na mudança de papéis mostrando uma troca equivalente, com os homens sofrendo na ficção o que as mulheres sofrem na realidade.

    Não Ligue, Isso é Coisa de Mulher está a R$45,00 (mais eventual frete) com as autoras em suas lojas virtuais ou redes sociais, formato franco belga, miolo em preto e branco, capa cartão e lombada quadrada com orelhas. Por ser de 2021, já vi em outros sites de livrarias virtuais. Deixem comentários com educação e carinho! Boas leituras e boas reflexões!

Rodrigo Rosas Campos


terça-feira, 26 de maio de 2026

[Matéria] Usagi Yojimbo e Gen Como Personagens do Mestre para 3DeT Victory

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Adaptação livre: Rodrigo Rosas Campos

Antes de mais nada, vamos a ficha do Usagi:

3DeT Victory – Ficha de Personagem

Nome: Usagi Yojimbo

Arquétipo: kemono (1 ponto).

Pontos: 11

Escala: N

Pontos de Experiência (XP):

Poder: 1

Pontos de Ação: 1+3(códigos do samurai)=4

Habilidade: 3

Pontos de Mana: 15

Resistência: 2

Pontos de Vida: 10

Perícias: luta (1 ponto); esporte (1 ponto); saber (1 ponto); sobrevivência (1 ponto); medicina (1 ponto).

Técnicas: como se trata de um NPC, mestre, fique à vontade.

Inventário (dividir itens entre comuns, incomuns e raros): par de espadas samurai.

Vantagens: percepção apurada (0 ponto); talento (0 ponto) ágil; inofensivo (1 ponto); kit samurai (1 ponto); guerreiro poeta (0 ponto); artefato ancestral (0 ponto); guerreiro honrado (0 ponto); alcance (1 ponto);

Desvantagens: cacoete (0 ponto) cauteloso (veja a observação); código dos heróis (-1 ponto); código da honestidade (-1 ponto); código da derrota (-1 ponto); munição (-1 ponto)

Tipos de Dano:

Corpo a corpo: corte (espadas).

Longo alcance: perfuração (flechas).

História: toda a série Usagi Yojimbo de Stan Sakai atualizada até o livro 7: A História de Gen.


Observação da adaptação de Usagi Yojimbo para o 3DeT Victory: no novo sistema de RPG 3DeT Victory, Usagi e seus amigos são obrigatoriamente NPCs. Por quê? O manual básico diz que o personagem jogador kemono precisa escolher como cacoete uma das seguintes desvantagens a zero ponto: antipático, atrapalhado, fracote, frágil, indeciso ou tapado.


Usagi não é antipático, atrapalhado, fracote, frágil, indeciso nem tapado, ou seja, sua desvantagem, ser cauteloso por ser um coelho, na verdade, é uma vantagem. Sua aparência de coelho, entra no critério aparência inofensiva, que foi uma vantagem renomeada para inofensivo(a) no Victory, uma das muitas renomeações idiotas: ser inofensivo é uma coisa e ter uma aparência inofensiva é outra, mas é o nome da regra no manual atual.


Isso faz de Usagi um NPC para as regras de 3DeT Victory. Se o protagonista da série de histórias não pode ser um PC, todos os personagens publicados nesta série viram NPCs automáticos ainda que com pontuações jogáveis, isso é o justo. Outro detalhe a ser considerado é que é mais fácil e mais barato comprar uma perícia completa do que especializações específicas no Victory, assim, Usagi ganha medicina completa e saber em vez de apenas primeiros socorros e mais duas especializações como história e montaria, por exemplo. Isso só reforça que, para fantasia medieval, ainda que não europeia, o 3D&T Alpha é melhor que o 3DeT Victory, o Alpha permite a criação de personagens (jogadores ou não) bem mais específicos. Agora vamos para o rinoceronte picareta mais divertido dos quadrinhos:


3DeT Victory – Ficha de Personagem

Nome: Gen

Arquétipo: kemono (1 ponto).

Pontos: 12

Escala: N

Pontos de Experiência (XP):

Poder: 2

Pontos de Ação: 2

Habilidade: 1

Pontos de Mana: 5

Resistência: 3

Pontos de Vida: 15

Perícias: luta (1 ponto); esporte (1 ponto); sobrevivência (1 ponto); manha (1 ponto).

Técnicas: é um NPC, mestre, pode caprichar.

Inventário (dividir itens entre comuns, incomuns e raros): duas espadas samurais.

Vantagens: percepção apurada (0 ponto); talento (0 ponto) forte (rinoceronte); kit artista marcial (1 ponto); kata (0 ponto); montagem de treino (0 ponto); lutarei para conseguir (0 ponto); kit caça-prêmios (1 ponto); ataque subjugante (0 ponto); contrato (0 ponto); mural de recompensas (0 ponto); alcance (1 ponto); brutal (1 ponto); defesa especial blindada (1 ponto).

Desvantagens: cacoete (0 ponto) antipático; infame (-1 ponto) picareta; munição (-1 ponto); fúria (-2 pontos).

Tipos de Dano:

Corpo a corpo: certe (espadas samurais).

Longo alcance: perfuração (flechas)

História: entenda porque Gen não pode ser considerado um samurai, mesmo sabendo lutar e se portar como um, lendo Usagi Yojimbo Livro 7: A História de Gen de Stan Sakai.


Sempre lembrando que, no mundo de Usagi Yojimbo, todos são animais antropomorfizados, kemonos em regras de Defensores de Tóquio, logo, mestre e grupo podem combinar uma flexibilização das regras. Fora que os personagens jogadores podem sempre se inspirar em personagens existentes. Assim, no Victory, um coelho samurai jogador com até -2 pontos de desvantagens e até 10 pontos totais terá frágil a zero ponto como cacoete.

Boas leituras e bons jogos!

sexta-feira, 15 de maio de 2026

[Resenha] Tumba do Terror #01/Crime & Castigo #01: Edição Flip-flop Com Histórias Perdidas de Grandes Nomes dos Quadrinhos Estadunidenses de Crime e Terror


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    Direto ao ponto Tumba do Terror #01/Crime & Castigo #01 é uma edição flip-flop (frente e verso) que traz histórias em quadrinhos que caíram em domínio público nos EUA de terror e crimes. São histórias esquecidas de Joe Kubert, Syd Shores, Wally Wood, Gus Ricca, Jack Cole, Bob Powell, Basil Wolverton entre outros, extraídas de várias edições, editoras e revistas norte-americanas diferentes para formar estas duas coletâneas, de um lado terror e do outro lado crimes.

    São histórias anteriores ao Comics Code norte-americano, possuem muita violência gráfica e até mesmo uma linguagem chula, logo, aconselhável para maiores de 18 anos. Porém são histórias bem maniqueístas e com resoluções bem moralistas. Sim, tem a violência gráfica, mas os culpados sempre se dão mal no final.

    No lado do terror, os escritores até permitiam finais ambíguos em que o monstro poderia vencer depois de uma reviravolta, mas no lado do crime, o crime se limita quase que só a roubos e os criminosos sempre são capturados ou mortos durante um tiroteio. Para aqueles que curtem terror em quadrinhos, as histórias foram inspirações para tudo o que temos hoje.

    Para aqueles que curtem histórias de crimes em quadrinhos, aqui, não temos mistérios a serem solucionados, só histórias de assaltantes mesmo e está bem longe dos quadrinhos de mafiosos pós Sin City de Frank Miller. Apesar do Comics Code estadunidense proibir esse material para crianças por conta de seu linguajar e violência gráfica, as histórias de crime eram bem moralistas, não havia espaço para tons de cinzas nos personagens.

    Não vou comentar cada história, porque sei que vocês, leitores, não se importam muito com isso. Se quiserem, deixem nos comentários. Os desenhos são impecáveis, todas as 8 histórias, 4 do lado crime e 4 do lado terror, são excelentes e possuem uma ótima narrativa gráfica. Como vocês já notaram, no geral, gostei mais da parte de terror e, dentro desta, a minha preferida foi A Moça da Lagoa de Bob Powell (texto e desenhos) e Howard Nostrand, (arte-final) pelo conjunto.

    Da parte de crime, tem duas histórias de assaltantes, uma página de curiosidades contando a história do fogo liquido ao lança-chamas e uma história sobre manipulação ilegal de apostas e extorsões no mundo do box profissional da época; mesmo esta, que destoa pela temática, é bem maniqueísta. Minha preferida me ganhou pelo desenho de Joe Kubert e foi Marion Gilmore, A Rainha da Zona Portuária. Na parte de terror, a história de curiosidades de uma página é sobre como vários povos entendiam a sombra das pessoas. Capa da parte de terror por Jucylande Jr. (brasileiro). Capa da parte de crime de Guss Ricca.

    Agora, vamos falar de extras: com prefácios do tradutor e editor Leandro Luigi Del Manto, a revista traz uma contextualização breve do que foi o Comics Code Authority e os artigos de sua versão brasileira, o Código de Ética. E este é o final desta…, epa, caiu um envelope aqui. Um aviso no envelope em uma etiqueta grampeada, não dei ouvidos ao aviso, abri o envelope, relatórios da polícia e do legista de Nova York. Sim, num envelope temos uma história contada por meio de fac-símiles. Pena que uma simples sinopse já seria um spoiler. Escrita, desenvolvida e editada pelo editor da revista, Leandro Luigi Del Manto, que não assinou para não estragar a imersão, mas que merece ser creditado. Adorei a revista, bem editada, R$ 35,00 (mais eventual frete), disponível no e-mail da editora (eroicastudio@gmail.com). Procure também pelo editor, Leandro Luigi Del Manto, nas redes sociais.

    Agora sim, boas leituras e, se puder, bons sonhos! Hahahahaha!

    Rodrigo Rosas Campos

[Resenha] Usagi Yojimbo Livro 7: A História de Gen de Stan Sakai

+12     Usagi Yojimbo Livro 7: A História de Gen de Stan Sakai, chega pela editora Hyperion Comics em formato original americano, miolo pret...