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quinta-feira, 20 de abril de 2017
quarta-feira, 19 de abril de 2017
Inocente
Inocente
Rodrigo
Rosas Campos
Olá,
inocente!
Você,
que
toma partido
Em
briga de bandidos
Saiba
que foi,
É
E
sempre será
Um
traído.
Em
briga de bandidos
Não
sou inocente
A
tomar partido.
©
Rodrigo Rosas Campos, 2017.
Entre Bandidos
Entre Bandidos
Rodrigo
Rosas Campos
Indignado,
Desiludido,
Amargurado
e sem abrigo.
Dos
dois lados,
Levamos
os mesmos tiros.
Que
os iludidos tomem partido.
Dos
dois lados,
Somos
roubados.
Os
dois lados se fingem de amigos
E
jogam amigos contra amigos.
Tudo
guerra de bandidos.
E
nessa guerra de bandidos,
Eu
é que não serei
Mais
um desses otários
A
tomar partido.
©
Rodrigo Rosas Campos, 2016.
sábado, 15 de abril de 2017
[Resenha] Wild Cards – Livro 7
Desaconselhável
para menores de 18 anos.
Para
os que não conhecem, Wild Cards é uma série de livros que conta a
história de uma Terra paralela assolada pelo vírus alienígena
Carta Selvagem. Esse vírus pode: matar os infectados na hora (dama
de espadas); transformá-los em monstros (os coringas) ou, em
raríssimos casos, transformá-los em super-humanos sem efeitos
colaterais (os Ases).
1988.
Os eventos do livro 7 ocorrem simultaneamente aos do 6, mostrando a
perspectiva de outros personagens. Enquanto alguns cuidavam da
campanha do senador Hartmann em Atlanta, em Nova York, mais
precisamente no Bairro dos Coringas, Crisálida era assassinada. O
livro 7 conta os pontos de vista do vigilante arqueiro, Yeoman, e do
detetive Ás, Popinjay, investigando quem matou Crisálida e qual era
a informação que a levou a morte. O livro 7 é uma história de
mistério que complementa o 6 com informações e perspectivas novas.
Ao contrário do livro 6 que depende das leituras do 1, do 4 e do 5;
o 7 só precisa que o leitor leia o primeiro e o quarto livros; sendo
que tudo o que é importante do quarto está bem explicado no sétimo.
Como
já mencionado, o livro conta a história de Popinjay
e Yeoman investigando a morte de Crisálida. Mas quem é Crisálida?
Crisálida é uma coringa. Ao ser infectada pelo Carta Selvagem, sua
pele ficou invisível, ou seja, quem a via olhava uma massa muscular,
veias, parte de ossos, parte de órgãos andando como se não
houvesse pele em volta. Esta mulher era dona da boate Crystal Palace
no bairro dos coringas. Entretanto, sua principal fonte de renda e
riqueza era a compra e venda de informações sobre todos os crimes
de Nova York, dos mais rasteiros e banais até a corrupção mais
grossa dos altos escalões do governo.
O
segredo que a matou era tão perigoso que ela decidiu contratar
Popinjay como guarda-costas. Mas o azarado detetive particular a
encontra morta em seu escritório no que seria seu primeiro dia no
novo emprego. Chegando lá, encontra uma carta do Ás de Espadas,
cartão de visitas do sumido vigilante Yeoman, com quem ela já havia
tido um caso.
Yeoman
vive calmamente em uma identidade falsa civil como paisagista em
outra cidade, mas é incriminado pela morte de Crisálida e parte de
sua vida pacata para investigar o caso depois de ver a notícia do
crime no jornal matinal da TV. Além de vingar a morte de sua
ex-amante, Yeoman quer limpar seu nome, mesmo que isso custe seu
recente casamento com Ira, também vivendo em sua identidade civil
depois de ter largado suas façanhas de Ás. O
vigilante quer limpar seu nome, o detetive está convicto da culpa do
vigilante, o encontro dos dois parece ser inevitável e explosivo.
O
livro 7 foi escrito por George R. R. Martin e John J. Miller, mas
conta com personagens de todos os autores da série. Lembrando,
que essa série de livros surgiu quando um grupo de RPG resolveu
romancear suas aventuras e campanhas de super-heróis.
Aqui,
preciso fazer uma observação: os livros 6 e 7 saíram juntos esse
ano (2017). Como o 7 traz revelações em relação aos livros
anteriores, é melhor ler na ordem numérica se o leitor não for
adepto de spoilers. Há uma pequena divergência entre os tradutores,
mas isso não chega a incomodar.
A
referência bibliográfica do livro 7 é:
MARTIN,
George R. R. (editor e coautor)/ MILLER, John J. Wild
Cards Livro 7: A Mão do Homem Morto.
Rio de Janeiro: Leya/Omelete, 2017.
Wild
Cards é uma série de livros consistente que nasceu de uma mesa de
RPG, série essa escrita pelo grupo todo, inclusive pelo mestre
George R. R. Martin!
Boas
leituras!
Rodrigo
Rosas Campos
P.S.:
Já falei muito que a série Wild Cards surgiu numa mesa de RPG.
Agora demonstrarei como ela pode voltar e para qualquer sistema (além
do Super World, onde foi criada, e de suas duas adaptações oficiais
licenciadas para GURPS e Mutants & Masterminds). Eis uma
adaptação não oficial (e sem fins lucrativos) do senhor Bones para
3D&T:
3D&T
– Defensores de Tóquio 3ª Edição Alpha -Ficha de Personagem
Nome:
Senhor Bones
Pontos:
5
Características:
Força:
0
Habilidade:
4
Resistência:
1
Armadura:
0
Poder
De Fogo: 0
Pontos
de Vida: 5
Pontos
de Magia: 5
Pontos
de Experiência:
Vantagens:
diagnose, primeiros socorros e psiquiatria (1 ponto); condução,
cirurgia e natação (1 ponto); sentidos especiais (1 ponto) faro
aguçado, audição aguçada e infravisão.
Desvantagens:
má fama (-1 ponto) coringa; monstruoso (-1 ponto) as antenas que
captam os sentidos especiais; munição limitada (-1 ponto).
Tipos
de Dano:
Força:
esmagamento.
Poder
de Fogo:
Magias
Conhecidas: nenhuma.
Dinheiro
e Itens: equipamento médico.
História:
Wild Cards livro 7, páginas 249-255.
3D&T
é um sistema simples e versátil, o melhor!
Em
seguida outra versão não oficial (e sem fins lucrativos) do
personagem, agora para o sistema Calisto 2.0:
Ficha
de Personagem de Calisto
Nome:
Senhor Bones
Conceito:
um coringa de Cartas Selvagens.
Físico:
1 Vida: 4
Mental:
4 Mana: 16
Perícias:
*
percepção +4
*
cura +3
*
conhecimento (medicina) +2
*
vigor +1
Calisto
v. 2.0 é um sistema de RPG genérico, simples e rápido, criado por
Tiago Junges, publicado pela editora Coisinha Verde, e que pode ser
baixado gratuitamente (www.coisinhaverde.com ou
http://www.coisinhaverde.com/calisto/).
Ironicamente,
nunca houve uma versão oficial de Cartas Selvagens para o sistema da
editora Chaosium, editora do RPG Super World em que o universo de
Cartas Selvagens foi criado, ao menos não que eu tenha achado.
Tags:
super-heróis, cartas selvagens, romances mosaicos, distopia, RPG.
sexta-feira, 14 de abril de 2017
terça-feira, 11 de abril de 2017
Wild Cards livro 6
- Desaconselhável para menores de 18 anos! -
Para os que não conhecem, Wild Cards é uma série de livros que conta a história de uma Terra paralela assolada pelo vírus alienígena Carta Selvagem. Esse vírus pode: matar os infectados na hora (dama de espadas); transformá-los em monstros (os coringas) ou, em raríssimos casos, transformá-los em super-humanos sem efeitos colaterais (os Ases).
O livro 6 mostra o senador Hartmann em plena campanha para presidente dos EUA em Atlanta, 1988. A situação é delicada, o preconceito racial contra negros e coringas é alto lá. Para piorar seu oponente mais forte é Leo Barnett, pastor que prega que o vírus Carta Selvagem é coisa do demônio e que os infectados devam ser caçados, presos e mortos em campos de concentração.
O sexto livro da série, ao contrário de seus antecessores, é bem dependente dos anteriores. É claro que apenas o primeiro volume traz o início de tudo, mas não é necessário o 2 para entender o 3; não é necessário o 3 para entender o 4; não é necessário o 4 para entender o 5. Já o livro 6 exige as leituras dos livros 1, 4 e 5. Exige mesmo! As referências feitas ao que aconteceu antes inexistem, ele parte de onde o quinto parou e vai que vai. Se você leu, leu, se não, leia. Dizer que o leitor será “espoilado” se ler o 6 antes dos anteriores não é uma verdade tão completa assim, pois, não entenderá nada mesmo! Só saberá de informações soltas e esparsas em diálogos, declarações e desmentidos e não saberá em quem confiar e até onde confiar, ao menos, não até o final.
Embora George R. R. Martin seja um dos autores da série, ele não escreveu o sexto, só editou. Para quem ainda não sabe, Wild Cards surgiu da romanceação de uma campanha de RPG; são vários escritores/cocriadores desse universo. Ás na Manga, especificamente, foi escrito por Melinda M. Snodgrass, Walton Simons, Victor Milan, Stephen Leigh e Walter Jon Williams.
O ponto negativo é que o livro 6 marca o início das interligações e referências que se convertem em pré-requisitos, ou seja, só quem leu os anteriores entenderá o atual e assim sucessivamente. Isso afasta leitores casuais e limita a criação de público novo, o que é uma pena. A série é boa! Bem que os editores poderiam providenciar resumos sobre o início do vírus carta selvagem, os eventos mais importantes antes de cada volume e fichas corridas dos personagens mais importantes de cada livro. Fica a dica para o Omelete, que agora cuida da série no Brasil! É o único livro da série, até agora, que trouxe créditos de encerramento com a lista dos personagens e seus respectivos criadores. O livro é ótimo, com personagens sensacionais, reviravoltas incríveis, muito riso culpado e humor ácido. Mas, nesse caso, ir além é dar spoiler e vou concluir esta resenha aqui.
MARTIN, George R. R. (editor e coautor). Wild Cards Livro 6: Ás Na Manga. Rio de Janeiro: Leya/Omelete, 2017.
Boas leituras!
Rodrigo Rosas Campos
P.S.: A série Cartas Selvagens já foi publicada no Brasil nos anos 1990 em suas adaptações para o sistema de RPG GURPS (módulo Supers) e os primeiros quadrinhos da Epic (aqui, pela editora Globo). As fichas de personagens de GURPS traziam as biografias dos personagens, eram spoilers dos livros. Originalmente, os quadrinhos foram uma única minissérie (em 4 partes) escrita pelos próprios autores dos livros e desenhadas por grandes artistas na época. Em tese, eles se passam entre o quinto e o sexto livro, mas seu conteúdo (até então inédito) é ignorado no sexto livro, o que o coloca na condição de não canônico (ou um universo paralelo). Apesar disso é uma excelente história em quadrinhos em quatro partes que introduz o universo de Cartas Selvagens do livro 1 ao 5.
Tags: super-heróis, romances mosaicos, distopia, RPG
O livro 6 mostra o senador Hartmann em plena campanha para presidente dos EUA em Atlanta, 1988. A situação é delicada, o preconceito racial contra negros e coringas é alto lá. Para piorar seu oponente mais forte é Leo Barnett, pastor que prega que o vírus Carta Selvagem é coisa do demônio e que os infectados devam ser caçados, presos e mortos em campos de concentração.
O sexto livro da série, ao contrário de seus antecessores, é bem dependente dos anteriores. É claro que apenas o primeiro volume traz o início de tudo, mas não é necessário o 2 para entender o 3; não é necessário o 3 para entender o 4; não é necessário o 4 para entender o 5. Já o livro 6 exige as leituras dos livros 1, 4 e 5. Exige mesmo! As referências feitas ao que aconteceu antes inexistem, ele parte de onde o quinto parou e vai que vai. Se você leu, leu, se não, leia. Dizer que o leitor será “espoilado” se ler o 6 antes dos anteriores não é uma verdade tão completa assim, pois, não entenderá nada mesmo! Só saberá de informações soltas e esparsas em diálogos, declarações e desmentidos e não saberá em quem confiar e até onde confiar, ao menos, não até o final.
Embora George R. R. Martin seja um dos autores da série, ele não escreveu o sexto, só editou. Para quem ainda não sabe, Wild Cards surgiu da romanceação de uma campanha de RPG; são vários escritores/cocriadores desse universo. Ás na Manga, especificamente, foi escrito por Melinda M. Snodgrass, Walton Simons, Victor Milan, Stephen Leigh e Walter Jon Williams.
O ponto negativo é que o livro 6 marca o início das interligações e referências que se convertem em pré-requisitos, ou seja, só quem leu os anteriores entenderá o atual e assim sucessivamente. Isso afasta leitores casuais e limita a criação de público novo, o que é uma pena. A série é boa! Bem que os editores poderiam providenciar resumos sobre o início do vírus carta selvagem, os eventos mais importantes antes de cada volume e fichas corridas dos personagens mais importantes de cada livro. Fica a dica para o Omelete, que agora cuida da série no Brasil! É o único livro da série, até agora, que trouxe créditos de encerramento com a lista dos personagens e seus respectivos criadores. O livro é ótimo, com personagens sensacionais, reviravoltas incríveis, muito riso culpado e humor ácido. Mas, nesse caso, ir além é dar spoiler e vou concluir esta resenha aqui.
MARTIN, George R. R. (editor e coautor). Wild Cards Livro 6: Ás Na Manga. Rio de Janeiro: Leya/Omelete, 2017.
Boas leituras!
Rodrigo Rosas Campos
P.S.: A série Cartas Selvagens já foi publicada no Brasil nos anos 1990 em suas adaptações para o sistema de RPG GURPS (módulo Supers) e os primeiros quadrinhos da Epic (aqui, pela editora Globo). As fichas de personagens de GURPS traziam as biografias dos personagens, eram spoilers dos livros. Originalmente, os quadrinhos foram uma única minissérie (em 4 partes) escrita pelos próprios autores dos livros e desenhadas por grandes artistas na época. Em tese, eles se passam entre o quinto e o sexto livro, mas seu conteúdo (até então inédito) é ignorado no sexto livro, o que o coloca na condição de não canônico (ou um universo paralelo). Apesar disso é uma excelente história em quadrinhos em quatro partes que introduz o universo de Cartas Selvagens do livro 1 ao 5.
Tags: super-heróis, romances mosaicos, distopia, RPG
sábado, 8 de abril de 2017
Especial Páscoa 2017
Especial Páscoa
Esse ano, tudo parece igual aos anteriores: os ovos caros, com menos chocolates e badulaques vagabundos. Sendo assim, esse será um especial de republicações. Espero que essas piadas fiquem velhas! Apesar de tudo,...
... Uma Feliz Páscoa para Todos Vocês!
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