Vamos a história: Grace é um biólogo pesquisador que se desaponta com a pesquisa científica acadêmica e passa a ganhar a vida como professor de ciências de crianças numa escola pública dos EUA. Mas ele acorda de um coma induzido em uma nave espacial sem se lembrar de nada disso, nem do que está fazendo ali. Do lado dele há dois cadáveres que não sobreviveram ao coma induzido da viagem.
Tentando descobrir o que está acontecendo, ele tem flashes de memória. Alguma coisa está acontecendo que ameaça o Sol. Sondas foram mandadas para recolher material entre o Sol e Vênus e as partículas encontradas parecem vivas. Por conta de um artigo que Grace publicara há muito tempo, ele foi colocado no projeto para investigar essa possível forma de vida que devora estrelas e viaja pelo universo.
Grace confirmou que o material era de fato uma forma de vida e o batizou de astrofágico (não deviria ser astrófago?). Mas a aventura de Grace estava apenas começando. Ele é afastado da escola e colocado num laboratório e quanto mais ele pesquisava, mais ele se tornava a pessoa mais indicada para ir até o sistema da estrela Tao Ceti e descobrir porque essa estrela não é afetada pelos astrofágicos. Ele até treina um astronauta biólogo para ir, mas este morre junto com sua substituta.
Agora ele está no meio do espaço, na órbita de outra estrela tendo que juntar elementos de memórias, descobrir como pilotar a nave em que se encontra e fazer pesquisas com os astrofágicos naquele sistema estelar. Mas eis que ele descobre que a nave dele não é a única e descobre também que o planeta de seu vizinho inesperado passa pela mesma situação de perigo que a Terra. Agora ele terá que juntar forças com um alienígena cuja forma de vida é baseada em silício, respira amônia e parece uma grande aranha de pedra com cinco braços para desvendar o problema que também afeta Irida.
Eles precisam se comunicar, ligar as naves e criar sistemas de suporte de vida em conjunto para sobreviverem e pesquisarem. Não sei quais são as diferenças do filme para o livro, li o livro por ter perdido o filme e foram R$99,90 muito bem gastos. Eu sei, assinatura de streaming é mais batata, mas dê uma chance ao livro. Se houver uma biblioteca pública perto de onde você mora, trabalha ou estuda, procure, se não tiver, peça ao bibliotecário chefe.
Andy Weir é um ótimo escritor, quase tão bom quanto Isaac Asimov mesmo, perdendo por bem pouco (na minha opinião)! Achei que teve algumas barrigas, mas o assunto é espinhoso e, ainda assim, o leitor entende tudo o que é preciso e vai até o fim. A história acontece no espaço com flashbacks na Terra. Os personagens da Terra são muito interessantes, bem escritos, bem construídos e tridimensionais. O alienígena rouba a cena se mostrando bem multifacetado. Por que ainda prefiro Asimov? Gosto pessoal. Concluindo, Devoradores de Estrelas é uma ficção científica pesada da melhor qualidade, publicado aqui no Brasil pela Suma e vale cada centavo.
Boas leituras,
Rodrigo Rosas Campos

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